A primeira vez que eu vi a Pitty tocar eu esperava o pior, isso foi em 2003 eu acho, em um dos eventos estranhos que a prefeitura de Curitiba promove. Nesta época a baixinha da Bahia não tinha ainda “penetrado” em toda a mídia. Ela era ainda mais uma bandinha que apareceu na MTV e milagrosamente começou a surgir no TOP 10 (o que passa a impressão de que uma banda para fazer sucesso no Brasil precisa de apenas de um vídeo e grana pra entrar milagrosamente no TOP10).
Até aquele momento tudo que eu conhecida dela era a musica Máscara que eu tinha visto na mesma MTV e no mesmo TOP10 mencionados. Então minhas expectativas estavam mais baixas do que estavam quando eu vi a refilmagem do filme “Madrugada dos Mortos”. No entanto, assim como nesse filme que começou com a música prodigiosa do grande Johnny Cash, quando a banda tocou o som foi diferente do esperado e muito, muito mais pesado do que o que eu ouvi na MTV.
Não estou querendo que ninguém goste ou ouça a Pitty, o objetivo deste exercício de memória é um pouco mais complexo. Ou seja: o buraco é mais embaixo.
A questão é a seguinte: Por que uma banda faz um tipo de som no palco e outro tipo de som no álbum ou para aparecer na MTV? Existe um número bem grande de teorias e a que mais me perturba é a de que a grande mídia brasileira ainda acha que “metaleiro” é do mal.
Parece simplista, mas a “grande massa formadora de álbuns” (leia-se gravadoras e mídia corporativa) geraram um imagem completamente idiota daqueles que ouvem o “som pesado”. Até mesmo os vilões de alguns programas de TV do passado são estereótipos dos headbangers. Quem teve o desprazer de ver o seriado da Sandy e Junior sabe do que estou falando.
Ora, a mesma pessoa que chama um headbanger de “idiota sem cérebro” não pode chamar ele de “querido comprador” no momento seguinte, já que não preciso nem comentar que quem ouve metal tem uma tendência a críticas ácidas aos homens (e mulheres, corporações, gravadoras... etc) de duas caras.
O que acontece é uma alteração gradual de bandas boas que são restringidas pelas gravadoras a serem mais leves e mais “sociáveis”, mas depois do sucesso é mais difícil conter uma banda na coleira e o som pesado vai sair, mas vai sair da maneira que a gravadora quer, quando ela quiser. A partir do momento em que eles perceberem que o som pesado em português vende ai acabou. Não quero profetizar nada, mas não duvido que daqui a algum tempo estejamos sob uma avalanche do new(NU) metal brasileiro (quero vomitar!). Mas é verdade, isso aconteceu fora do Brasil e como aqui é padrão a cópia acho que será assim. Então o som pesado será introduzido na grande mídia novamente e com letras em português, mas com carinhas bonitinhas da malhação, alguém já prestou atenção no NX-0? Tenho apenas uma palavra para eles: “Medonho”.
Mas no exato momento a mídia ainda é um “estimulo duplo pavloviano” e não, isso não é uma posição sexual (hehe). O dito estímulo ocorre quando você da um prêmio se o cachorrinho faz o que mandam, mas enche de porrada aquele que não faz. Então eles jogam grana para as bandas que fazem o que eles mandam, e por outro lado acabam com as bandas que querem continuar a fazer o som pesado.
Não é de admirar que o underground agora está tão grande, o metal com letras em português é um nicho de mercado com um futuro bem promissor, mas infelizmente eu acho que em alguns anos não será o metal que queremos ouvir, mas sim o NU metal brasileiro. Talvez até receba uma daquelas classificações tipo “NWOBHM” (New Wave of British Heavy Metal) que tal “NMB” para NU METAL BRASILEIRO, ou quem sabe: “NEM METENDO BALA” eu ouço essa merda!
2 comentários:
5 de abril de 2008 17:12
e ai mullets isso sim que é saber ganhar dinheiro !!!!
http://anderssauro.com/adsense/balanco-de-marco-senhores-temos-um-novo-recorde/
22 de abril de 2011 09:27
Caramba arruma a cor desse blog meu, n da pra enxergar nada.
Postar um comentário